CAPÍTULO 01 // RAMO PATERNO · GRANDE INDÚSTRIA & COMÉRCIO
José de Oliveira Meca e a Compra da Real Fábrica de Lanifícios de Portalegre (1920)
Fontes: SIPA / DGPC (monumentos.gov.pt) · CIDEHUS Universidade de Évora · ANTT
A 17 de Maio de 1920, o bisavô José de Oliveira Meca comprou o imóvel e equipamento da histórica Real Fábrica de Lanifícios de Portalegre aos industriais George Williams Robinson e herdeiros. A 6 de Setembro de 1920 formalizou a sociedade comercial Fábrica de Lanifícios de Portalegre, Lda., tendo como sócio Joaquim de Carvalho Isaac.
O edifício — fundado no século XVI pelos Jesuítas como Colégio de São Sebastião e convertido em fábrica régia pelo Marquês de Pombal em 1772 — é a sede dos Paços do Concelho (Câmara Municipal de Portalegre). Na sua área industrial foram posteriormente fundadas as Manufaturas de Tapeçarias de Portalegre. Em Lisboa, José de Oliveira Meca operava com a firma de capitais José de Oliveira Meca & C.ª, com processos registados no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa entre 1903 e 1919 (ANTT).
CAPÍTULO 02 // RAMO PATERNO · MAREANTES DA NAZARÉ E A CONEXÃO BRASIL
Os 11 Filhos Meca e a Expansão Comercial em São Paulo
Fontes: Arquivo Distrital de Leiria · Inventário Orfanológico 214/1932 · SIAN Brasil · APESP
Os trisavós António de Oliveira Meca Sénior (1841–1924) e Felicidade de Jesus Ribeiro de Almeida (1845–1932) foram armadores e comerciantes marítimos na Nazaré. Os seus 11 filhos estabeleceram pontes comerciais entre Portugal e o Brasil:
Júlio d'Oliveira Meca (1875–1964): Emigrou para o Brasil, fixou residência no Estado de São Paulo e faleceu em Janeiro de 1964 com 88 anos.
José Maria Meca ("Isaac", n. 1878): Mareante com passaportes em 1894 e 1909. Radicado em São Paulo como capitalista, manteve sociedade na conserveira da Nazaré.
António Meca Júnior (1868–1942): Fundou a conserveira Albertino, Meca & C.ª (1910) na Nazaré.
Policarpo & Bernardino (n. 1882): Irmãos gémeos. Policarpo foi mareante de alto-mar com passaportes em 1903, 1905 e 1920.
CAPÍTULO 03 // RAMO PATERNO · BEIRA ALTA & IMPRENSA DE LISBOA
Penela da Beira (Penedono) e o Jornal "O Bairro Camões" (1927)
Fontes: Arquivo Distrital de Viseu · Hemeroteca Municipal de Lisboa
O avô Ernesto Alegria (1893–1939) foi batizado na Igreja de São Salvador de Penela da Beira, concelho de Penedono, filho de António Agostinho Dias Gouveia e Maria de Jesus Neta Gouveia. António Agostinho requereu passaporte oficial no Governo Civil de Viseu a 12 de Fevereiro de 1908 (processo com 6 fólios no ADVIS).
Ernesto Alegria estabeleceu-se em Lisboa, onde fundou e dirigiu em 1927 o jornal quinzenal "O Bairro Camões", publicação sobre a dinâmica urbana e cultural da capital, preservada na Hemeroteca Municipal de Lisboa.
CAPÍTULO 04 // RAMO PATERNO · LETRAS, FOTOJORNALISMO E CARREIRA INTERNACIONAL
Armando Ernesto Meca Alegria (1936–2026) e os Irmãos
Fontes: FLUL · Arquivo O Século · Registos Consulares e Construtora Teixeira Duarte
Nascido em Lisboa em 1936, licenciou-se em Letras pela Universidade de Lisboa (FLUL) nos anos 50. Como fotojornalista da Empresa do Jornal O Século e d'O Século Ilustrado, efetuou reportagens centrais da vida pública portuguesa. Manteve estúdio fotográfico na Rua das Gáveas, 63 (Bairro Alto) e formou a empresa familiar Alegria Reportagens Fotográficas em Odivelas com os irmãos Henrique e Nuno.
Nos anos 70 exerceu o cargo de Chefe de Serviços Administrativos da construtora Teixeira Duarte na Líbia, coordenando pessoal e logística de estaleiros no Norte de África, tendo trabalhado também em Luanda (Angola). O irmão Nuno desenvolveu obra como pintor e artista plástico na cidade do Barreiro.
CAPÍTULO 05 // RAMO MATERNO · FUNCHAL & MEMÓRIA FAMILIAR
Evaristo Ferreira dos Santos e a Homenagem à Tia Lídia (1904–1939)
Fontes: Arquivo Regional da Madeira · Photographia-Museu Vicentes
Os bisavós maternos Evaristo Ferreira dos Santos (1881–1968) e Virgínia Bela Gonçalves († 1948) casaram a 17/04/1901 em Santa Maria Maior (Funchal). No acervo do Museu Vicentes constam dois retratos de estúdio de Evaristo registados a 17/10/1898, aos 17 anos.
O casal teve a filha Lídia dos Santos (11/08/1904 – 17/03/1939), que faleceu com 34 anos de idade. Em sua memória direta, quando a filha de Lucina nasceu em 1943, recebeu o nome de batismo Lídia Mafalda. A avó Lucina dos Santos Caires (1908–1990) faleceu no Alto do Seixalinho, Barreiro.
CAPÍTULO 06 // RAMO MATERNO · CÁTEDRA NO FUNCHAL E ENSINO ULTRAMARINO
O Professor Eduardo António de Caires (1912–1982)
Fontes: Arquivo do Liceu Jaime Moniz · Arquivo Histórico Ultramarino (AHU)
Natural de Santa Maria Maior (Funchal), filho de João de Caires Júnior e Henriqueta de Sousa de Olim. Foi professor do Liceu Nacional Jaime Moniz e publicista na imprensa com artigos metodológicos em 1941 e 1944. Lecionou e viveu em Moçambique integrado nos quadros docentes do Ministério da Educação Nacional para o Ultramar.
CAPÍTULO 07 // RAMO MATERNO · CAMACHA & POVOADORES PRIMITIVOS DE QUINHENTOS
Os 10 Filhos Caires (1854–1876) e a Linhagem Mata (1568)
Fontes: Arquivo Regional da Madeira (Paróquias de Camacha, Gaula e Santa Cruz)
O bisavô João de Caires Júnior (1876) pertencia a uma irmandade de 10 filhos nascidos na Camacha entre 1854 e 1876 do marítimo João de Caires e de Joaquina de Jesus (casados a 08/09/1853, Liv. 1216, f. 97).
A linha de ascendência recua por via documental aos tetravós Matias de Caires (1832), pentavós Matias de Cairos e Úrsula de Gouveia (1773, Gaula) e sucessivas uniões da família Cairos e Mata até Marqueza da Mata c.c. André Martins em 1568 em Gaula e Maria da Mata em 1549 em Santa Cruz, documentando o povoamento primitivo do arquipélago.